A crescente urbanização global e o envelhecimento da população demandam uma reavaliação das estratégias de planejamento urbano. O artigo "Who Doesn’t Think about Technology When Designing Urban Environments for Older People?" publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health (2019) propõe uma abordagem inovadora para o desenvolvimento de cidades amigáveis para idosos, integrando de maneira abrangente a tecnologia no modelo da OMS. O estudo destaca a amplitude da tecnologia, não apenas como ferramenta, mas como um conjunto de técnicas, habilidades e processos cruciais na criação de comunidades amigáveis para idosos. A seção "Technology That Serves Ageing Populations" ressalta sua importância na consecução de objetivos relacionados ao bem-estar e à inclusão social dos idosos.
O artigo apresenta um estudo de caso de uma cidade no sul da Inglaterra, demonstrando a eficácia da incorporação de tecnologia nas estratégias de planejamento urbano. Além disso, propõe um novo modelo de cidade amigável para idosos que destaca a necessidade de interconectar Internet of Things (IoTs) e Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em uma rede integrada. O estudo destaca que a implementação de IoTs e TICs em rede pode otimizar a eficiência operacional das cidades, monitorando infraestruturas em tempo real. Além disso, ressalta a importância das cidades inteligentes em se adaptarem às sociedades que envelhecem, propondo um novo framework age-friendly que incorpora tecnologia.
Contudo, reconhece desafios, como barreiras em máquinas públicas e acessibilidade visual, enfatizando a necessidade de avaliação cuidadosa e implementação ponderada da tecnologia em ambientes urbanos voltados para idosos. Diante desse cenário, a proposta do artigo destaca não apenas a necessidade, mas a imperatividade de integrar a tecnologia no planejamento urbano para idosos. Este é um chamado à ação para pesquisadores, planejadores urbanos e autoridades públicas explorarem a inovação gerontotecnológica como um pilar fundamental na construção de cidades verdadeiramente amigáveis para todas as idades.
Por: Anderson S. Ferreira
Referência
MARSTON; HOOF. “who doesn’t think about technology when designing urban environments for older people?” A case study approach to a proposed extension of the WHO’s age-friendly cities model. International journal of environmental research and public health, v. 16, n. 19, p. 3525, 2019.