Cidades em constante crescimento enfrentam desafios complexos, especialmente quando se trata da preservação de seu patrimônio histórico e arquitetônico. Um estudo recente realizado em municípios de médio porte na região Oeste de Santa Catarina, focando em Concórdia e Chapecó, revelou insights valiosos sobre como essas localidades estão lidando com a preservação em meio ao desenvolvimento urbano.
O artigo destaca que o crescimento desordenado pode comprometer a sustentabilidade ambiental, econômica e social das cidades, conforme destacado por diversos autores (NEIROTTI et al., 2014; KÜHL, 2009). A preservação arquitetônica é vital para manter viva a identidade, cultura e memória de uma sociedade. O estudo observou que, apesar das diretrizes federais, muitas cidades enfrentam desafios na preservação do patrimônio construído. Intervenções nas estruturas das edificações, mudanças na estética urbana sem fundamentos culturais e demolições indiscriminadas são práticas que comprometem a integridade histórica das cidades (FEILDEN, 2003; TWEED; SUTHERLAND, 2007).
Os Planos Diretores Municipais, fundamentais para o planejamento urbano, foram analisados em busca de diretrizes específicas para a preservação. Os resultados indicam que, embora haja semelhanças com a legislação nacional, ambos os municípios estudados possuem deficiências nos indicadores de investimento em cultura, como baixo investimento per capita e sobre a receita corrente líquida. A pesquisa conclui que há uma necessidade de aprimoramento nas legislações municipais e na efetiva aplicação dos instrumentos de preservação. Sugere-se uma abordagem mais abrangente, incluindo estudos de caso e a participação ativa da comunidade na preservação de seu patrimônio.
Futuros estudos podem se aprofundar na aplicação prática dessas legislações, examinando como contribuem efetivamente para a preservação do patrimônio. Além disso, uma análise mais ampla, incluindo outros municípios da região, pode fornecer insights sobre padrões regionais na preservação arquitetônica. O desafio de conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação do patrimônio histórico é crucial. As cidades, especialmente em Santa Catarina, precisam encontrar um equilíbrio sustentável que valorize sua herança cultural enquanto avançam rumo ao futuro.